Modesto de Barros – Fundador do CDPST

O CENTRO DRAMÁTICO PAJEÚ DE SERRA TALHADA – PE completou 31 anos de existência neste ano. É a mais antiga entidade Cultural da sociedade civil em funcionamento contínuo no município de Serra Talhada, tendo inclusive se tornado Ponto de Cultura em 2008.

Esta história já foi contada muitas vezes, mas é fundamental falar que, naquele momento em que o Centro Dramático foi pensado e criado (janeiro de 1989) por jovens moradores do bairro Bom Jesus, não tínhamos ideia de uma vida tão longa, em se tratando de uma entidade cultural”. Diz Modesto de Barros, membro fundador, e segue: “Fazendo uma avaliação equidistante, hoje, constatamos que fizemos a coisa certa”. Sentencia.

Modesto sempre atuando da defesa da arte em Serra Talhada e região

O coletivo artístico segue, mesmo com as dificuldades (são inúmeras), cumprindo suas responsabilidades, firmes na defesa de uma política cultural inclusiva, de tal forma que mantêm parcerias com pessoas, órgãos governamentais e iniciativa privada, a fim de melhor difundir a cultura e suas vertentes, mas sempre primando pelo teatro, seu carro-chefe, seja na formação de novos atores/atrizes/técnicos, seja produção de espetáculos cênicos. “Conseguimos atravessar essas dificuldades sem fazer dívidas, sempre tendo a responsabilidade de preservar o pouco de patrimônio que à duras penas conseguimos acumular neste tempo para um melhor aproveitamento das produções realizadas”. Comenta e continua: “Hoje, diante da crise pandêmica, estamos com nossas portas fechadas e impossibilitados de realizar atividades direcionadas ao público. E neste sentido, estamos estudando medidas que possibilitem produzir conteúdos usando a tecnologia que esta à nossa disposição”.

Bastidores do Espetáculo A Formiga Fofoqueira – atual produção do CDPST

Modesto diz ainda que quem está responsável por essa parte é a atriz Leandra Nunes, que atualmente se encontra no estado de Goiás e que fará parte da produção desses conteúdos. Outro ponto que ele aborda nesta conversa, é a reativação do FÓRUM que agrupou artistas e entidades da sociedade civil serra-talhadense ainda nos idos dos anos 1999/2004. “Faz-se necessário abrir a discussão frente aos equipamentos e outros elementos que existem hoje em nosso município”. Menciona e pontua: “falando nisso, Serra Talhada tem, hoje, espaços que podem fazer fruir a produção teatral, musical e outras linguagens culturais. E o que precisa é a comunidade artística ter conhecimento e saber utilizá-las”. Diz ele.

O Centro Dramático Pajeú, de maneira conjunta e pensando em politicas públicas para a classe artística, utiliza de parcerias com outras entidades, tais como: a Fundação Cultural Cabras de Lampião e a imprensa local, e pede para focarem nesta questão de implementação do fórum de cultura, que deve ser uma tribuna democrática na defesa dos fazedores e fazedoras da cultura serra-talhadense.

Logomarca do Centro Dramático Pajeú desde 2005

Concluindo nossa conversa, Modesto diz: “hoje, temos certeza que é imperativo unir esforços para destruir tudo de ruim que estamos passando. Sem essa união, tudo se torna mais difícil, ou quem sabe – impossível de resolver”.