Danielly da Silva Duarte, filha de Maria Edjane da Silva e Alberico Florentino Duarte, (falecido no dia 28 outubro de 1997). Menina brava e eloquente, nascida em 16 de agosto de 1996, no Hospital Regional Agamenon Magalhães por volta das 11h e 30 minutos da manhã; sua mãe veio de São Paulo apenas para que ela tivesse naturalidade serra-talhadense e então retornou para a capital paulista. Seu destino na realidade estava traçado em viver na Capital do Xaxado. Assim em 1999, junto com a mãe e seu irmão veio morar neste reduto com a avó materna, Srª Aldagiza Andreza da Silva (falecida em maio de 2008).

Sua trajetória no meio artístico começou cedo, com apenas quatro anos participando do projeto de Artes do PROPAC, “onde o professor era o mestre Gilvan Santos; om ele aprendi o Xaxado essa dança me fez ser quem eu sou hoje, sou muito grata por tudo que ele me ensinou”. Relembra.

Para ela Gilvan Santos, foi e sempre será um mestre. “Lembro como se fosse hoje, quando ele ia me buscar na minha casa, eu bem pequena, ele dizia a minha mãe: ‘ô dona moça, a senhora pode vim aqui, por favor, eu queria pedir para a senhora deixar Danielly ir comigo lá para a igrejinha, eu prometo à senhora que eu vim buscar e venho deixar, olhe! A Danielly é uma menina que não precisa da gente ensinar, ela aprende só em olhar, é um desperdício, ela não participar das nossas aulas de dança, ela me ajuda a ensinar as outras crianças’. É bom lembrar-se dessa figura ilustre e que tem um significado muito importante na minha vida. Recorda.

Em 2003 o Gilvan falece, “foi um momento que deu uma reviravolta na minha vida, perdi um professor (pai) mais ganhei um ensinamento que vou levar para o resto da minha vida”. Sentencia e continua: “os anos foram se passando e eu por ser tão pequena, comei a fugir de casa todos os sábados para olhar os ensaios do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, minha mãe me dava banho e quando dava 16h, eu escutava os gritos do pessoal e a ‘zuada’ da zabumba corria para assistir ao ensaio e ainda ficava dançando Xaxado no cantinho do salão, igualzinho aos meninos do ensaio, tinha uma pessoa que sempre ficava do meu lado, era Wêdja que naquela época era a cantora do grupo, e foi através dela que eu tive oportunidade no grupo, um dia ela chamou Cleonice e Domar e pediu para que eu entrasse no grupo, porém eu era uma criança ainda, e eles diziam que eu não, depois de muitas tentativas permitiram a minha entrada no grupo, nesse tempo a Maria Bonita era Sandra Barbosa e o Lampião Karl Marx”. Resume.

Então veio os ensaios pra valer e a menina fez sua estreia em fevereiro de 2007, fazendo uma apresentação em Caruaru, “foram 20 minutos, lembro como se fosse hoje, usamos aquele figurino caqui”.

“Passei 08 anos na Fundação Cultural Cabras de Lampião, onde no meio desse tempo, fui suplente de Maria Bonita, que nesse tempo a Maria Bonita já era (Simone Santos) e esta até hoje, uma personagem que me ensinou bastante como dançar, ter postura e saber me concentrar mais no espetáculo e na vida”. Diz.

No final de 2016 ela fez uma apresentação de despedida, pois precisou se afastar do grupo devido o curso na faculdade de Educação Física. Passados 04 anos, formada em Educação Física e cursando a Pós-Graduação em Educação Física Escolar, trabalha na APAE de Serra Talhada como Professora de Danças, desde agosto de 2017. “Já trabalhei em duas escolas com o Projeto ‘Mais Educação’; no ano de 2013 fiz parte da peça de teatro, com a direção de (Karine Gaya), ‘Jacaré Espaçonave do Céu’, onde eu era a protagonista dessa história, junto com mais 04 colegas meus que fazem parte desse mundo do teatro, onde agora faço a Dona Alface no Espetáculo A Formiga Fofoqueira, com direção de Modesto de Barros”. Recorda.

“A viagem mais marcante que eu fiz foi para o Rio Grande do Sul no ano de 2014 quando conheci e fui pela primeira ao Festival de Nova Petrópolis, um lugar lindo, me encantou. Eu fui com uma responsabilidade enorme: representar a Maria Bonita”. Afirma.

A persistente dançarina retornou para o Espetáculo ‘Mistura Pernambucana’ e em janeiro desse ano de 2020, recebeu o convite, depois de alguns meses tentando falar com Cleonice, para voltar ao Grupo de Xaxado, “foi um privilegio poder voltar para essa Fundação e suas atividades, que para mim é e sempre será uma escola”. Argumenta e finaliza: “entrei no grupo fazendo a personagem doninha. Meu nome artístico é Danielly Duarte escolhido por domar e agora que eu voltei a faço a personagem Dadá e sou suplente de Maria bonita”.