Cícero Alves da Silva, ou simplesmente Cícero, nasceu em 1º de maio de 1981 no Hospital Regional Agamenon Magalhães – HOSPAM, em Serra Talhada, filho de Maria (Leni) da Silva e Antônio Alves de Souza (In memória) é casado desde 2006 com Ildnete Pereira e tem dois herdeiros Nathan e Natanael.

                “Vivi boa parte da minha infância na zona rural num lugarejo por nome fazenda Angico, pertencente a Serra Talhada, estudei até a 3° série do fundamental 1 na Escola Municipal José Cavalcante de Menezes, a 4° série na Escola Inero Ignácio, migrando no ano seguinte para a Escola Estadual Antônio Timóteo, onde concluí o ensino fundamental 2. Já na Escola Estadual Cornélio Soares em 2001 término o Ensino Médio com muita dificuldade devido um acidente sofrido…”. Relata o dançarino.

O menino Cícero que teve seus primeiros passos no sítio, começou a trabalhar muito cedo tanto nos afazeres de casa, como na ‘lida’ da roça: “lembro-me muito bem de quando tinha apenas cinco anos e ia para a roça com meu pai fazer a limpa do mato, de tão pequeno não podia com a enxada, e então, fazia a limpa com as próprias mãos”. Relembra ele. No ano de 1993 finca os pés na zona urbana e começa a trabalhar vendendo picolé, meses depois consegue um novo serviço, desta vez como vendedor de material de costura em uma banca na antiga feira livre de Serra Talhada.

Tendo chegado a maioridade em 2001, e já envolvido com a Dança do Xaxado, consegue seu primeiro emprego de carteira assinada na empresa Tupan Construções, como auxiliar de logística, passando também pelo supermercado Nova Serra, como repositor e motorista, empresa de Correios e telégrafos na função de carteiro e a partir de 2013 até os dias atuais presta serviços a Prefeitura de Serra Talhada, locado na secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania na função de motorista.

Sobre sua entrada na área cultural e artística, ele diz: “tenho um punhado de coisas boas pra contar: passava-se o ano de 1995, eu e alguns colegas da escola conversávamos sobre assuntos religiosos quando um deles por nome José Hilton me convidou pra participar de um grupo de jovens do bairro, chamado JOCC –  Jovens Comprometidos com Cristo que se reunia todos os sábados após a missa na matriz do Bom Jesus, participando desses encontros foi também quando conheci o eterno Nego da Capoeira, passando logo a fazer parte do grupo que naquela época era chamado de Cordão de Prata”.

Esses fatos, segundo ele, foram um divisor de águas em sua vida e passou a ser reconhecido de forma positiva na sociedade serra-talhadense. No entanto, sua expansão enquanto dançarino, se deu a partir do ano 2000: “foi quando tudo começou a ficar mais transparente para mim, sendo convidado por duas amigas, Mariana e Sandra a participar de um grupo de Xaxado, grupo esse, os Cabras de Lampião. Não cheguei a participar de nenhuma oficina específica, porém tive uma ótima professora, aliás duas, Sandra que me ensinou o começo de tudo até me deixar sabendo todos os passos e ritmos e Cleonice, que em seguida me orientou para minha estreia, que aconteceu em Fortaleza exatamente, no Centro Cultural Dragão do Mar”. Relembra com ar saudoso.

Deste acontecimento até então, o ‘cabra’ já soma 19 anos atuando na Fundação Cultural Cabras de Lampião e vem fazendo um verdadeiro circuito por todas as regiões do Brasil, conhecendo de perto a diversidade cultural de cada região e também de outros países. “Atuando no Grupo de Xaxado Já tive a oportunidade de participar de diversos festivais nacionais e internacionais, a exemplo dos festivais de Folguedos e Folclore de Terezina-PI, Fortaleza-CE, Olímpia-SP, Nova Petrópolis-RS, Festival Internacional LLANOS, PAMPAS Y SABANAS” na Venezuela em 2007”. Registra.

A FCCL realiza anualmente diversos eventos e atividades culturais nas quais o ‘cabra’ Cicero Alves participa ativamente, a saber: Encontro Nordestino de Xaxado, Tributo à Virgolino – A Celebração do Cangaço, Projeto Minha Escola no Museu e Circulação com o Espetáculo de Xaxado, Oficinas Teatrais, Oficinas de Danças, Filmagens, Documentários, Curta metragens, dentre outros eventos culturais e formativos.

Para finalizar ele diz o seguinte: “não quero aqui enumerar nenhum desses acontecimentos como mais ou menos importantes e/ou marcantes e sim dizer da gratidão que sinto, pois, todos esses momentos vividos me proporcionaram um pouquinho de aprendizado”.

Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL