RICKY MATHEUS CAVALCANTE DE LACERDA – Vulgo Ricky Lacerda (ou Gaúcho, Cid… como é chamado pelos colegas); o filho de Marcos e Nilda, nasceu em setembro de 1996, estudou no Colégio Imaculada Conceição, seus primeiros passos na educação, e depois, na Escola Irnero Ignácio, onde concluiu o ensino médio. Desde sempre, já demonstrava habilidades artísticas com participação ativa nas datas festivas do ano escolar (carnaval, semana santa, dia do Índio, Emancipação, São João, 7 de setembro, Natal…).

Nesta segunda Escola, fica sabendo dos cursos de Danças Populares providos pelo Ponto de Cultura Cabras de Lampião, no Quintal do Museu do Cangaço na Antiga Estação de Trem da cidade, começa a frequentar as aulas, e em pouco tempo passa a integrar o elenco principal do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, com apresentações em diversas cidades e festivais do Brasil e no exterior, o menino artista, não só é um exímio dançarino de Xaxado, como também de Frevo, Ciranda, Coco, Caboclinho, Xote, Baião dentre outros ritmos populares que compõem a cultura nordestina.

Como ator, integra o elenco do espetáculo o Massacre de Angico – A Morte de Lampião, e têm participação digna de aplausos, no Filme Papo Amarelo – o Primeiro Tiro, e Lampião e o fogo da Serra Grande, com roteiro e direção de Anildomá Willans.

Esse dançarino/ator que gosta de poesia matuta; se surpreendeu com o Xaxado de sua terra e fez desse ritmo sua paixão. Vindo de uma família simples, cursou Refrigeração e Climatização no IF Sertão – unidade Serra Talhada e hoje faz cursos preparatórios para concursos. Suas atividades artísticas tiveram início de fato em 2010, com as aulas de danças populares.

Ele nos fala com encantamento sobre sua vontade de estar no grupo de Xaxado: “tinha uma imensa curiosidade de descobrir como os integrantes do grupo conseguiam fazer com tanta precisão passos tão complexos, tamanha foi minha curiosidade que acabei começando a participar dos ensaios, logo fui me tornando um integrante do grupo de Xaxado Cabras de Lampião, que é o maior divulgador dessa dança no mundo”. Afirma ele e acrescenta: “eu comecei assistindo ensaios e apresentações e agradei-me, conversei com os coordenadores do grupo e eles me deram a oportunidade de participar dessa trupe de artistas que viaja bastante e é sempre muito bem recebido e tratado com carinho sem tamanho em cada lugar que se apresenta”.

Hoje o artista é um rapaz comprometido com a vida e apaixonado pela carreira, considera o grupo uma extensão de sua família, pois na realidade, é isto que a Fundação Cultural Cabras de Lampião representa para quem atua com ela, “participamos com afinco das atividades realizadas pela FCCL, pois aqui, não vivemos só de dança, tem formação em diversas áreas, tem os grandes eventos como: Encontro Nordestino de Xaxado, Festival de Músicas, Quintal do Museu, Turnês e circulação por inúmeros lugares, Participação em Festivais, Seminários, entre outras atividades”…

                Então, você afirma que a FCCL ampliou seus horizontes e é responsável pela sua formação artística e cidadã? “Sim, pois tenho a oportunidade de receber formação e informações significativas, além de conhecer pessoas incríveis, lugares exuberantes, que talvez eu jamais visitasse se a dança não fizesse parte da minha vida; ser ‘Cabra de Lampião’ é incrível, é ter disciplina, é saber se comportar nas diferentes situações, é ter zelo pelos bens culturais, é conhecer nossa história e cultura”.  Fala ele categoricamente.

Seu personagem dentro do espetáculo de Xaxado é o Cangaceiro triunfense Luís Pedro, conhecido por ser bom e leal pelos companheiros de bando durante todo o tempo que permaneceu no cangaço, o mesmo, era compadre de Lampião e também morreu na emboscada de 28 de julho de 1938.

                O menino, curioso na infância e hoje homem feito; além das atividades artísticas e culturais, presta serviços de moto-taxi em suas horas de folga e estuda para concursos. É noivo da senhorita Thais Alves de Aquino Santos, numa relação que já dura cinco anos. O mesmo finaliza: Talvez a opção do mundo é julgar, e talvez a nossa opção seja crescer com esses julgamentos… para ser um alguém melhor e mais forte”.

Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL