Patrícia Gomes da Silva, é dinâmica e eclética, a sete anos trabalha como Orientadora Social, no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo no bairro Mutirão, onde faz a diferença junto ao demais orientadores e busca melhorar a formação de crianças e adolescentes atendidas pelo programa da Secretaria de Assistência Social e Cidadania do município de Serra Talhada.

O Nome Patrícia tem origem no latim Patricius, que significa “nobre”, e era atribuído aqueles que representavam a nobreza na civilização da antiga Roma. A sertaneja que recebeu este nome veio a luz em 05 de dezembro de 1987, no HOSPAM – Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães. Filha de Geny e Paulo, a época sem estrutura para constituir família, entregaram-na a Vó materna, Srª Maria Antônia Gomes, mais conhecida como Maria de Peba. A menina teve que ser registrada pelos tios Antônio e Rita.

A Vó zelosa, percebeu os traços fortes da criança desde a infância e a criou e educou para enfrentar toda e qualquer adversidade que possa aparecer. Logo a levou para Escola Tibúrcio Valeriano, onde fez o primário e a seguir na Escola Methódio de Godoy Lima, forma-se no Magistério e no ano de 2009 termina o Ensino Médio. “Fiz até o 6º período de Serviço Social na AESET/FACHUSST, tranquei, hoje estou cursando o 3° período de História na AESET/FAFOPST. Fala.

Sobre sua chegada ao Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, ela relembra: “No ano de 2004 Eu estudava com Edilson e Cléa e eles chamaram a gente para ir assistir ao Encontro Nordestino de Xaxado, que estava acontecendo na pracinha Manuel (Praça Manuel Pereira Lins). Só não me recordo se era o 1º… Pela primeira vez assistir algo cultural, pois até então, nunca tinha visto nada nessa área”… (Risos). “Sabia nem o que era Cultura”! E continua: “Ao chegar lá vejo uma apresentação dos ‘Cabras de Lampião’; até então não prestei atenção na dança e sim na interpretação de Gilvan Santos (ator e dançarino) que fazia o Lampião”… (suspira). “Fiquei encantada com os poemas e foi aí que conheci o Xaxado”. Diz a dançarina em tom saudoso.

A partir deste convite/evento a estudante passa a frequentar os ensaios que aconteciam na Escola Methódio Godoy. “Um belo dia Cléo (coreografa e dirigente do grupo), me chama para aprender a dançar e eu aceitei. Veio a maratona de ensaios e a preparação com Edilson e Cléa para entrar no grupo, onde represento a cangaceira Enedina. Desde 2005 aqui estou e foi daí que começou o amor pela dança, pela cultura, pela arte”. Ela relata.

Trabalhou por dois anos ministrando aulas de danças populares no Centro Educativo, pelo Ponto de Cultura – Centro Dramático Pajeú sob a coordenação de Modesto de Barros, coordenou o Mistura Pernambucana, espetáculo com danças variadas da FCCL; é monitora/recepcionista no Museu do Cangaço a partir de sua criação em 2007; cuida do figurino do Espetáculo o Massacre de Angico desde 2012, junto a outras integrantes da Fundação, participou como atriz do filme Papo Amarelo. “Na FCCL a gente aprende algo novo a cada apresentação/viagem, eventos, oficinas de formação e capacitações em várias modalidades artísticas e cidadã; estas atividades são promovidas e/ou recebidas em nossa sede. Aqui é uma universidade aberta, descobrimos potencialidades e ultrapassamos limites”. Diz a mãe de Camile Vitória.

Ao pedir que fale sobre sua filha nascida em janeiro de 2011, ela indaga ser um pouco difícil e que não tem palavras para expressar o quanto a menina é importante para seu crescimento enquanto mulher/artista/pessoa. “Tudo é pra ela, do meu pensar ao meu agir, ela é meu mundo particular”. Resume.  

Peço a Franklin Gomes, seu primo/irmão para escrever algo sobre essa artista de personalidade marcante e ele diz: “falar de Ticinha (Patrícia). É falar de uma mulher incrível, prima/irmã, mãe/companheira que ajudou a vó maria a me criar. Foi com ela que passei toda infância e adolescência. Aprendi a ser quem sou pelas nossas conversas, se errava ela me repreendia com o carinho de quem quer sempre o melhor para mim. Depois da partida de nossa avó, ficamos nós dois. Mais unidos, era um pelo outro. Tempos depois veio Camile para complementar nossa união. Devo muito a essa guerreira e por ela tenho um amor infinito”.

Para concluir cito a frase de C. JoyBell C que diz o seguinte: A força de uma mulher não é medida pelo impacto que todas as dificuldades tiveram sobre ela, mas pela extensão de sua recusa em permitir que essas dificuldades ditem quem ela é e/ou quem ela se torna.

 Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL