A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do Teatro e da Música. No antigo Egito, ela homenageava o deus Osíris. Na Grécia, fazia parte dos Jogos Olímpicos. Na era atual, ela existe como manifestação artística, cultural, folclórica, entretenimento, atividade física, entre outros fins e está presente no palco, na rua, na escola, na academia, em casa… Como forma de expressar os sentimentos, revelar a cultura, a história e a tradição de povos e nações. De quebra, a dança exercita e traz molejo para quem dela se apropria. (Texto do uai.com.br com grifos meus).

“Quando meu pai morreu eu tinha apenas seis anos de idade, minha mãe sempre trabalhou no matadouro público para poder sustentar a casa e manter a família”. Diz Nando Santos, como gosta de ser chamado. Mais seu nome de fato é Gilberlânio dos Santos Souza, rebento número dois de Maria Odete dos Santos Souza e João Antônio de Souza.

Tendo nascido em 21 de junho de 1983 – No HOSPAM, talvez essa coincidência em ter vindo ao mundo no período junino explique sua paixão pela dança, principalmente em bandas de forró, seja o tradicional ou o estilizado… E foi por onde ele começou sua empreitada na vida artística, quando tinha apenas 15 anos. Outra paixão, são as quadrilhas juninas, também com o auge no mês de junho e curiosamente, foi no mês de junho assistindo a uma apresentação cultural no Encontro Nordestino de Xaxado que teve contato com o ritmo dançado pelos cangaceiros.

Sempre fui admirador da dança. Mais quando vi o Xaxado pela primeira vez me apaixonei de cara, foi no Encontro de Xaxado, fui assistir uma amiga minha que estava dançando e me apaixonei”. Fala ele, se referindo a Eveline que na época era dançarina do Grupo Gilvan Santos, ele então com 25 anos, passou a frequentar as aulas de danças ministradas por Edilson Leite, no Ponto de Cultura Cabras de Lampião e que na época coordenava o grupo ‘Cangaceiros de Vila Bela’ no Museu do Cangaço. Ficou uns 2 anos neste grupo e aí a dirigente do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, o convida para dançar no referido grupo, que é o principal expoente deste ritmo no Brasil e desde 2012 que ele coloca vida no espetáculo sob a alcunha do cangaceiro ‘Meia Noite’, cujo nome era Antônio Augusto Correia e inicialmente, foi chamado de ‘bagaço’ inicialmente no cangaço, por ter trabalhado nas moagens dos engenhos de rapadura e aguardente.

“O grupo de Xaxado Cabras de Lampião me traz muitas alegrias, tem os estresses as vezes, mais logo passa, aí tem as oficinas de formação, as reuniões, fazemos muitas viagens levando nosso espetáculo aos quatro cantos do Brasil. Já conheci cidades de todos Estados do Nordeste, quase todas as cidades de Pernambuco, nos apresentamos no Rio Grande do Sul, inclusive foi a minha primeira viagem de avião que era um sonho de menino e algumas vezes pra São Paulo”. Relata.

Sua escolaridade é a 8ª Série do primeiro grau, hoje ensino fundamental 2, mais isso não o impede de seguir como instrutor de danças populares, trabalhando em escolas pelo programa “Mais Educação”, na atualidade, “novo mais Educação, criar coreografias, fazer participação em filmes e atuar no Espetáculo O Massacre de Angico com louvor e claro dançar que é sua paixão maior.

A 15 anos vive com Elisângela Maria dos Santos, mais conhecida como ‘Nega’; “temos três filhos, Aysha Fernanda, Luiz Gustavo e Jonathan Kaiky, digo sempre que este será meu herdeiro, pois gosta muito das danças populares e já tem até o figurino do Xaxado”.

Para finalizar ele cita um parágrafo do artigo Lilian Monteiro: “Há alguém por aí que não goste de dançar? Mesmo no escuro do quarto? Não tem de ser dançarino, bailarino ou profissional da dança, pode ser no seu estilo e ritmo. Não se preocupe com os olhares e se jogue na pista, seja lá onde ela for! No palco, na rua, debaixo do chuveiro ou em frente ao espelho. Não importa, arrisque seus passos, sacuda o corpo e tenha certeza de que a dança faz bem ao corpo e à alma. O espírito fica leve, se liberta”.