por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL

Nascida na cidade de Serra Talhada na manhã de 19 de setembro de 1997, na Maternidade São VicenteIOLANDA LUCIA DE SOUZA NASCIMENTO, cresce e se desenvolve no bairro Tancredo Neves, estuda o Ensino Fundamental I na Escola Municipal Nossa Senhora da Penha e o Ensino Fundamental II e Médio na Escola Estadual Methódio de Godoy Lima, unidades de ensino presentes no bairro.

Em 2008 entra na primeira turma de Danças Populares do Ponto de Cultura Artes do Cangaço, hoje Ponto de Cultura Cabras de Lampião. Ela estava presente na aula/ensaio inaugural que passaram a acontecer na Antiga Capelinha do bairro, que na época já era um pequeno salão para atividades da comunidade e daí começa sua empreitada no mundo das artes populares sob a batuta da dançarina e coreógrafa Gorete Lima, o Ponto de Cultura é Coordenado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião.

“Fiz parte da primeira formação do Grupo de Danças Gilvan Santos, no qual tive duas professoras de danças; Gorete Lima que já ministrava oficinas de danças no PETI Artes, programa de inclusão social no qual fiz parte dos 6 até os 16 anos, a outra foi Leidjan Dantas. Hoje divido o palco com elas durante as apresentações; é muito bom. Também participei do Espetáculo Mistura Pernambucana por alguns anos”.Relembra a brilhante artista com ar saudoso.

A sua estreia no Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, aconteceu no dia 1º de maio de 2010, durante a realização do I Festival de Música do Cangaço. Hoje ela trabalha de recepcionista no Museu do Cangaço e ajuda em trabalhos internos da FCCL, além de seguir seu reinado como dançarina, atuando como a cangaceira Sila e às vezes substituindo a Maria Bonita, dentro do espetáculo de xaxado que chega a marca dos 23 anos em 20 de março 2018.

 

A doce e determinada menina que se tornou mulher dentro da Fundação tem alguns planos para sua vida:“Desejo me formar em psicologia e construir uma família, viver em plena paz e harmonia, e claro continuar contribuindo com nossa cultura, amar a Deus sobre todas as coisas e ter amor próprio”. Diz.

Pergunto se há na FCCL alguma pessoa que ela admira e que seja seu exemplo, ela responde: “Têm algumas, mas uma que admiro muito é Luís Carlos, pelo seu caráter, pela pessoa que é… O tenho como amigo/irmão, por ser uma pessoa de um coração imenso”. Resume.

 

A Dançarina relembra sua primeira viagem para fora do Estado de Pernambuco, que foi para o Festival de Teresina-PI. Antes de estrear no grupo principal participou do Projeto “ARTES DO CANGAÇO EM CENA” ministrado pelo artista carioca Cassiano Gomes com incentivo do MINC/FUNARTE.

“Na Fundação fiz muitas amizades, encontrei um amor, meu esposo Ítalo (risos)… A dança ajuda a me superar como pessoa, era muito insegura e tinha muitos problemas internos de frustrações, mas conseguir vencer; então a dança me mostrou meus limites e cresci”. Constata.

A esta menina/mulher de brio, talentos múltiplos e sutilezas, meu carinho e votos de mais e mais sucesso, vida longa Iolanda. Seu nome surge a partir do latim viola, que por sua vez, tem origem no grego íole. Tendo como significado “violeta”. Na botânica, Violeta designa uma flor que se destaca pela sua beleza e que é conhecida em praticamente todo o mundo. No campo dos símbolos, a cor violeta representa equilíbrio e lucidez.

Para finalizar ela diz: “sou muito grata a todos, aqui sempre têm um ou outro para aconselhar, ajudar… Me tornei mulher dentro da fundação, ganhei experiência e tive várias oportunidades, gratidão me define na atualidade”.

            Evoé!