Nascido em Serra Talhada e registrado em Tauapiranga, 6º distrito rural do município, em setembro de 1984. O nobre artista é filho de Maria Idalice Gomes dos Santos e Agenor Gomes de Lima. Passou boa parte da sua existência morando com a sua avó materna, Srª. Sofia Gomes Henrique, é o primeiro filho de 4 meninos que o casal constituiu. Está em seu segundo casamento e a pouco tempo se tornou pai do menino Caio, com sua atual esposa, Cícera.

Iniciou a sua alfabetização na escola municipal Francisca Godoy e deu continuidade na escola Nossa Senhora da Penha após a vinda para a sede. Conclui o ensino médio na escola Estadual Methódio de Godoy e cursou Letras pela AESET/FAFOPST, além de notável artista é Agente Comunitário de Saúde.

            No dia 22 de junho de 1998, Gilberto Gomes fez a sua estreia no teatro Serra-talhadense. Foi na encenação da quadrilha junina o “Arraiá da Roça da Noca”, organizada pela professora de teatro Fátima Alves.

Naquele dia a encenação aconteceu nos três horários na escola Methódio de Godoy e o seu personagem João Tucano, um candidato a deputado muito suspeito quanto ao cumprimento das suas promessas de campanha, cujo Nº era 5151, alcançou a graça dos alunos que assistiram as apresentações, marcando para sempre a vida daquele adolescente que viria a se tornar um premiado artista anos mais tarde.

            Após a sua estreia, Gilberto seguiu seus estudos sem saber que aquele pessoal da “quadrilha” estava com um grupo de teatro em funcionamento na escola. Foi nos corredores que um colega de classe, Ismael Magalhães, que também integrava o grupo, fez o convite para que fosse participar do GTMG [Grupo de Teatro Methódio Godoy].

A partir daquele ano o sucesso da equipe dirigida por Carlos Silva, este que vos escreve, veio por meio de peças como: “Drogas, uma partida para o inferno”, “Branca de Neve e os cinco anões”, “O médico” e “Sem trabalho… Por quê?”.

            Depois de alguns anos o grupo passou a se chamar ETEAST [Equipe Teatral de Serra Talhada]. Os ensaios passaram a acontecer na igreja São Francisco na COHAB ou nas casas dos integrantes. A Trupe ganhou mais visibilidade, passou a viajar pelos distritos e cidades próximas e a participar de festivais de teatro, em Triunfo e em Tuparetama, para citar alguns.

As montagens dessa fase incluem: “Confissões” [prêmio de melhor ator coadjuvante], “A verdadeira história de Cinderela”, “A paixão de Cristo de Triunfo” e outros textos rápidos [esquetes].

            A partir de 2003 Gilberto enveredou pelo caminho da dramaturgia e passou a escrever textos teatrais, entre eles: “O arretirante”, “Enquanto Afonso dormia…”, “Um mundo da cor de todos”, “O presente da filha do rei, “Amélia, a bruxa”… Em seguida, começou a dirigir algumas peças: “Os malefícios do tabaco” – 2005; “Neurose – A Cidade e Seus Sentidos – 2009”; “O presente da filha do rei”…

            Retornou os palcos em 2007 na remontagem de “Confissões” e na montagem de “A gramática” pelo CDPST [Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada, Centro de Criação Teatral que esse ano completou 29 anos ininterruptos de atividades nas Cênicas na Capital do Xaxado], tendo como produtor Modesto de Barros e direção de Carlos Silva.

Em 2008 estreou a peça “O pequeno imperador” [prêmio de melhor ator coadjuvante] pelo GTAI [Grupo Teatral Asas da Imaginação] sob a direção de Adryano Barros. Além dessa encenação vieram outras pelo mesmo grupo: “As amantes”, “Entre a missa e o almoço e “Um par de calças, por favor!”.

            Em 2012 participou de uma oficina e de uma seleção que o levou a integrar o elenco do espetáculo – “O massacre de Angico – a Morte de Lampião” dirigido por José Pimentel, no interpreta o Cangaceiro Jiboião há 7 anos.

Em 2013 participa de um filme, o curta “Bicho de sete letras” [prêmio de melhor ator pelo júri técnico e júri popular] pelo projeto “cinema no interior” dirigido pelo cineasta Marcos Carvalho.

            Desde 2017 está preparando em conjunto com a sua esposa Cícera Lima uma equipe teatral [G & C] para a encenação dos seus textos. No mesmo ano passou a integrar a ALESPE [Academia de Letras do Sertão Pernambucano]. O ano de 2018 segue entre a escrita de novos textos de teatro e também inúmeros textos poéticos, o novo grupo e a direção de novas peças, acaba de ser convidado por este que assina essa coluna, para dirigir seu novo trabalho no teatro – O Drama: VOAR É COM OS PÁSSAROS, que tem dramaturgia do autor paulista Júlio Carrara.

            “São vinte anos de muita luta e de muitos sonhos. Que venham outros e que eles tenham um pouco mais de luz.” Finaliza esse nobre artista que alma pura e iluminada. Evoé!