Nascido em 13 de março de 1995, às 15 horas e 10 minutos na Maternidade Clotilde Souto Maior, o filho de seu Francisco Lopes do Nascimento e senhora Francisca Maria Gomes, veio ao mundo franzino e assim o é, mas sua alma e temperamento são grandiosos, sua digníssima avó materna, Srª Maria Antônia Gomes, mais conhecida como ‘Maria de Peba’, foi a responsável por cria-lo juntamente com sua prima Patrícia.

Logo foi alfabetizado na Escola Municipal Professora Maria José de Sá Ferraz, no bairro da CAGEP onde mora. Depois cursou o Ensino Médio na Escola Estadual Irnero Ignácio, entre 2010/2013. Sempre responsável e sério. Muito jovem casa – se com Êmily Martins, o seu grande amor da infância. O laço dessa união se concretiza, quando os dois encontram em Deus o que faltava para essa união se firmar mais e mais, transformando os dois seres em uma só alma, pelos laços do matrimonio, sob a benção do Criador.

Sua trilha pelo caminho das artes populares começou no ano de 2008, levado por Patrícia Gomes para ter aulas com a dançarina e coreografa Simone Santos no Ponto de Cultura ‘Artes do Cangaço’ – Hoje Cabras de Lampião, após as aulas passa a dançar no Grupo de Gilvan Santos, conduzido por Maria de Lurdes uma amiga que já se apresentava com o grupo.

Dois artes mais tarde (2010), é convidado por Cleonice Maria, mentora ocular do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião e uma caça talentos de sucesso, que percebe no menino um dançarino de talento e o traz para o elenco principal do Grupo que é referência na Dança do Xaxado para o Mundo. Entre os anos de 2012 e 2015, ele passa a ministrar aulas de danças populares no Centro Educativo Bom Jesus, na Escola Municipal Vicente Inácio e na Escola Estadual Irnero Ignácio, passando a ser um multiplicador dos ritmos pernambucanos que lhes foram apresentados no Ponto de Cultura e que são nossa identidade cultural mais autentica.

Passava para os Alunos inscritos nas oficinas, as danças que havia aprendido, Xaxado, Frevo, Ciranda, Coco Praieiro, entre outras e noções de cidadania, era ensinando e apreendendo, pois, a vida é uma escola”. Se expressa ele que também fez parte do espetáculo Mistura Pernambucana, outro trabalho da FCCL e muito se apresentou entre os anos de 2013 a 2016.

Pergunto qual seu personagem no Xaxado e ele responde: “representava durante o espetáculo do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, o cangaceiro Zé Sereno, batizado pelo próprio Lampião, por não ficar nervoso em nenhuma situação, entrou novinho no bando em 1931, era baixinho e franzino, mas valente, ele foi um dos sobreviventes ao ataque de Angico e morreu idoso em fevereiro de 1981, sua companheira desde a época do cangaço, era Sila”. Conclui.

“Uma Viagem inesquecível, foi a que fiz ao Rio Grande do Sul, cidade de Nova Petrópolis, fomos de avião, algo inimaginável, pra um garoto de tão poucos recursos. Lá tive a oportunidade de conhecer um lugar e uma cultura diferente, da qual até então não tinha conhecimento, fiquei encantado por ser um lugar belo, de clima ameno e paisagens deslumbrantes”. Relata ele, sobre uma viagem inesquecível com o famoso grupo de Xaxado.

Quem chega a FCCL com afinco e mostra senso de pertencimento, criatividade e ousadia é sempre oportunizado pela presidente, Srª Cleonice Maria, que lhes arranja meios de crescimento. Ele demonstra tais características e é colocado em 2016 para coordenador/gerenciar o Museu do Cangaço, função na qual estar até hoje, mostrando competência e cuidado para com a memória e a história de nossos antepassados, zelando para que seja preservada, contada e recontada através do acervo que compõem esta instituição.

Sobre o museu do cangaço o que você diz? “É como se fosse minha segunda casa. Nele passo a maior parte do meu tempo. Cheguei timidamente, inexperiente. Mas venci a timidez e hoje agradeço a Cléo pela oportunidade e desafio me oferecido. É um lugar de aprendizagem, trabalho, conhecimentos e uma infinidades de descobertas a cada dia”. Resume.

Estar à frente do Museu lhe trouxe algum benefício? O que tu achas deste lugar e qual importância dele em sua existência? “Nele aprendi a expressar meus sentimentos e pensamentos. A importância, se dar a tudo aquilo que hoje sou e tenho. O Museu foi meu degrau, minha primeira experiência enquanto pessoa responsável”. Finaliza.

Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação e Imprensa da FCCL