De 18 a 20 de maio em Serra Talhada, artistas fizeram o congresso tendo como tema o “Papel político do artista”

A Associação de Realizadores de Teatro de PernambucoARTEPE, realizou neste final de semana, de 18 a 20 de maio, seu V CONGRESSO DE TEATRO, que foi sediado no Espaço Cultural Anildomá Willans (anexo ao Museu do Cangaço), na cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, com o tema:“O papel político do artista”.

O tema foi escolhido durante Encontro de Grupos realizado em Palmares no ano passado, quando a entidade deliberou tomar posição em relação ao momento político vivido no país, onde na sua opinião, há um clima de intolerância e patrulhamento, sobretudo em relação às artes e aos artistas.

A pauta do V Congresso debateu por exemplo a ação ADPF 293 da Procuradoria Geral da República que, se aprovada, não exigirá mais formação e capacitação conforme prevê a Lei 6.533/78 que regulamenta a profissão de “Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão”, uma conquista de 40 anos, pois a Lei é de 1978 e foi conseguida através de muita luta.

Esteve também em debate o fortalecimento das entidades representativas e seu papel enquanto porta vozes dos que militam na cultura ou fizeram desta uma profissão, bem como o fortalecimento dos vários movimentos que estão surgindo, sempre empurrados para tal a partir de uma conjuntura adversa vivida em nosso país.

A programação teve duas mesas de debate: 1) Roda de Diálogo com o tema “Artista Profissional Sim”, com Paulo de Pontes, Manoel Constantino e Paulo de Castro e 2) Mesa Redonda com o tema “O papel político do artista”, com Palestra de Karl Marx e Mediação de Emanuel David.

Para abrilhantar o evento a Filarmônica de Serra Talhada fez a abertura na sexta-feira e houve também apresentações dos seguintes espetáculos “Pernambuco é Você”, da Companhia foco 3 do Coliseu com direção de Isaltino Caetano, “Elas Contam Tudo”, da Companhia Omoiós de Teatro, com direção de Manoel Constantino e o “Grupo de Xaxado Zabelê”, com direção de Edilson Leite da FCCL.

A Artepe, fundada em janeiro de 2003, é uma entidade civil de direito privado sem fins econômicos, que objetiva organizar e incentivar as Artes Cênicas, estando aberta a novas filiações para grupos de Teatro, Dança, Circo e Ópera. Possui companhias em todas as Macrorregiões de Pernambuco que levam à cena projetos e espetáculos premiados pela crítica, costumeiramente aplaudidos por expressivo público, o que garante postos de trabalho na Economia do Terceiro Setor, sem perder, contudo, o foco na discussão política e na formação continuada de seus membros.