Diego Francisco Adones Clementino, o filho de dona Maria Luciene Adones e de seu Jorge Francisco Clementino (mais conhecido como Sasá), mora em Serra Talhada e nasceu no dia 15 junho de 1994 nesta cidade, ali pela Rua 13 de maio, o menino foi crescendo e desenvolvendo sua personalidade. “Fui morar com a minha vó em Camaçari, Bahia no ano de 1998, fiz parte da Escola Cidade do Saber por aquelas bandas, no ano de 2001 eu retornei a Serra Talhada para mora com meus pais”. Relata ele.

            Em seu retorno a Capital do Xaxado, vai estudar na Escola Municipal São Vicente de Paulo, a primeira série do fundamental 1. “Depois estudei na escola Ana Ribeiro até a 5ª série, aí no ano de 2005 tive que voltar para Bahia para cuidar da minha vó, fiquei 3 anos por lá”. Diz.

               Ao voltar já se contava o ano de 2008… “Eu tinha 14 anos e passo a frequentar a Escola Estadual Solidônio Leite e também as aulas de Danças do Ponto de Cultura Artes do Cangaço da Fundação Cultural Cabras de Lampião com o professor Edilson Leite de Araújo. Essas aulas de danças e outras atividades que aconteciam foram um divisor de águas na minha vida, devo a formação que tenho e muitos dos trabalhos que realizo ao que aprendi e aprendo dentro desta entidade cultural que nos inspira ao fazer artístico”. Comenta.

               O menino, hoje homem feito, já integra o quadro de associado da Fundação Cultural Cabras de Lampião (Ponto de Cultura) há 11 anos e vem trilhando um caminho de sucesso naquilo que se propõe a realizar dentro e fora da área das artes. Já conta em seu currículo, trabalhos como Arte-Educador na cidade de Mirandiba, Aulas de Danças Populares para integrantes do Movimento Sem Terra – MST, Escola Municipal Antônio Medeiros e na Escola Nossa Senhora da Penha, estas pelo Projeto Mais Educação e hoje está como Orientador Social no Bairro Villa Bela, com atividades no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da comunidade pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania.

                “Sou dançarino, ator, cenotecnico e as vezes sou declamador de poesias, também sou pai de duas princesas, Ana Luiza Adones e Maria Ysis Adones e vou ser papai de novo, agora do príncipe Davi Luiz. Já participei de vários Festivais Nacionais e Internacionais de Folguedos e Folclore no Brasil com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, onde represento o Cangaceiro Zé Baiano, homem destemido e das confianças do capitão Virgolino – Lampião”. Acrescenta o artista com a serenidade de quem tem paixão pelo que faz.

                Ele concluiu em 2016 o Ensino Médio na escola Solidônio Leite e traz consigo às seguintes profissões, além de fretista (aqueles com carroça de mão na feira livre em sua infância), ainda foi camelô, ajudante de pedreiro, zelador de hotel, repositor em supermercados, motorista, garçom, atividades que se houver necessidade realiza até hoje, segundo diz.

             Sobre a presença marcante da dança (principalmente o Xaxado) em sua vida desde a adolescência, ele diz: “a dança entrou na minha vida num momento bem difícil e me transformou em artista e um cidadão de bem, danço diversos ritmos: do Xaxado ao Frevo, da Ciranda ao Maracatu, do Cavalo Marinho ao Maculelê, do Coco Praieiro ao Samba de Coco e por aí vai… Integro o elenco do espetáculo O Massacre de Angico, desde 2012 e também já participei de 2 filmes, além de entrevistas e documentários com o Grupo de Xaxado; também participo de inúmeros Cursos e Oficinas de Danças, Interpretação e Contação de Estórias, buscando sempre melhorar e ampliar meus conhecimentos sobre a arte e a cultura”. Finaliza.

Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL