Menina de aparência frágil e de estatura pequena. Mero engano, ela é forte e cheia de marra. Nascida no dia 08 de outubro de 1999 no hospital regional de Serra Talhada-PE, às 9h e 15 minutos de uma sexta-feira. (Nesta data, desde 2009, se comemora o Dia do Nordestino). “O Nordeste brasileiro é conhecido pela sua musicalidade, culinária, danças, superstições, artesanatos, belíssimas paisagens naturais e muito mais. O povo nordestino é um grande tesouro da cultura nacional, um dos maiores traços da identidade do Brasil. Um Povo alegre, que vive com um sorriso no rosto”. Nota retirada do site: https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-nordestino/. Essa descrição tem tudo a ver com a dançarina de traços bem sertanejos e sorriso contagiante.

Sua mãe, a senhora Marcleide Antônia da Silva e seu pai, Sr. Alcides Rofino de Moura, têm orgulho da filha que se destaca na área cultural desta cidade repleta de grandes artistas. Ela é a 3ª dos 5 filhos do casal, sendo 4 meninas e um menino. “Estudei na Escola São Vicente de Paulo, da alfabetização ao 5º ano, e logo em seguida, fui para a Escola Irnero Ignácio, onde estudei do 6º ano ao 9º ano, e depois, passei para Escola Cornélio Soares, onde concluí o ensino médio”. Diz ela com seu apressado jeito de se expressar quando fala, deixando claro que quer cursar psicologia em breve.

Sua chegada nas veredas da arte popular se fez na Fundação Cultural Cabras de Lampião, como aluna das oficinas de Xaxado no Ponto de Cultura, sendo o dançarino Edilson Leite, seu primeiro instrutor/coreógrafo no grupo Cangaceiros de Vila Bela. “Depois que o grupo parou de funcionar eu entrei no grupo de Danças Gilvan Santos, também sob a coordenação de Edilson, e continuei quando houve a mudança de coordenação para Gorete”. Relembra.

Percebendo seu desenvolvimento e sua habilidade com as danças, a renomada dançarina, atriz e coreografa Gorete Lima a indica para a dirigente do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Cleonice Maria faz a avaliação da menina e a convida para integrar seu elenco. “Entrei no Grupo principal da FCCL no final do ano de 2015, e a minha estreia pra valer foi no dia 16 de março de 2016, no Quintal do Museu, numa apresentação do Projeto Minha Escola no Museu”. Relata de maneira categórica a sorridente dançarina, que representa no espetáculo a Cangaceira Inacinha, baiana, nascida em 1916, batizada de Maria das Dores. Descendente dos índios pankararés não negava as origens: morena, cabelos ondulados e pretos, baixinha e bonitinha; entrou para o bando sendo companheira do cangaceiro Gato.

Com o Grupo de Xaxado, ela já se apresentou em muitos lugares, mas comenta que a turnê inesquecível em sua promissora carreira, foi a que fez em São Paulo, em junho deste ano. “A dança é minha paixão. Eu acho que se não fosse dançarina, não teria a oportunidade de poder conhecer outras culturas, conhecer pessoas novas, visitar outros estados brasileiros e estar em tantas cidades, e principalmente, de sair do país, como agora, que estou falando com você direto do México, onde estamos para participar do Festival Internacional de Folclore Latino-americano. A dança, para mim, é tudo de bom. Amo dançar”. Finaliza.

Por Carlos Silva – Assessor de Comunicação da FCCL