A trajetória de TT Catalão se confunde com a da capital federal. Jornalista, poeta e militante cultural deixa um legado de resistência e Defesa das politicas culturais.
Morreu, na madrugada desta quinta-feira (2/1), por volta das 2h30, o poeta Vanderlei dos Santos Catalão, o TT Catalão, aos 71 anos. Jornalista, letrista, músico e ativista cultural morava na capital federal desde 1972. TT foi vítima de uma hepatite fulminante e insuficiência renal.
A trajetória do poeta se confunde com a história de Brasília. Ele chegou a ser figura de destaque no extinto Ministério da Cultura (MinC), durante o governo Lula. Ele foi um dos mentores da construção coletiva do Programa Cultura Viva, um dos projetos mais bem avaliados do ministério.
TT Catalão também participou do clássico filme Idade da Terra, de Glauber Rocha, lançado em 1980. Em 1987, criou a política de bolsas de estudos culturais e, dois anos depois, fundou e se tornou o primeiro presidente eleito do Conselho de Cultura do Distrito Federal. Em 1993, criou e geriu o Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, pela Secretaria de Cultura. À época, mantinha as atividades do local até a meia-noite. Ele permaneceu à frente do espaço até 1997.
Entre os anos de 1997 e 2003, foi o editor de Pesquisa e Informação do Correio. Nesse período, trabalhou como consultor de conteúdo para o programa Cultura Ponto a Ponto, abordando sobre a cultura popular brasileira. A exibição era realizada pela TVE-Rio e pela TV Cultura-SP e, depois, acrescido para o laboratório Cultura Viva de Cinema e Vídeo com os Pontos de Cultura, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Cultura Viva – No Governo do Distrito Federal, assumiu a chefia de gabinete da Fundação Cultural na primeira gestão pós-ditadura. Em 2010, assumiu a Secretaria de Programas e Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), auxiliando a implantação do Programa Cultura Viva como uma política de Estado, em 2014.
 O mesmo esteve em Serra Talhada algumas vezes falando de politica cultural e mostrando seus trabalhos em defesa do bem comum, a Fundação Cultural Cabras de Lampião lamenta a morte deste grande ícone da Cultura Brasileira.