A CAMINHO DO TRIBUTO A VIRGOLINO – Foi num tiroteio na fazenda Favelas, nas imediações de Juazeiro da Bahia que os soldados encontraram um lenço cor-de-rosa perfumado. Aí suspeitaram: tem mulher no cangaço! Era Maria Gomes de Oliveira, que ficou conhecida pelo apelido de Maria Bonita. Com o ingresso feminino no cangaço, um ar de romantismo invadiu o sertão nordestino e muitas Marias também sonhavam com a liberdade que poderiam conquistar. As histórias de Maria Bonita, Sila, Enedina, Maria de Juriti e Dulce retratam como foram os caminhos pelos quais as mulheres ancoraram no cangaço. Nem sempre a paixão era um deles. Por amor, sequestro ou concordância, seja qual for a razão, essas mulheres aprenderam a amar seus homens e tentaram levar uma vida digna com eles. A presença da mulher no cangaço contribuiu para melhor aceitação dos cangaceiros na sociedade, humanizando-os. O ambiente feminino no cangaço está no MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO, nos dias 24, 25, 26, 27 e 28 de julho de 2019, na Estação do Forró, em Serra Talhada. Texto de Anildomá Willans de Souza / Direção Izaltino Caetano / Produção Fundação Cultural Cabras de Lampião.